Equipes da Fórmula 1 em 2012: McLaren, do inferno ao céu e do céu ao inferno

Depois de não vencer em 70 e começar a despencar, 71 foi uma volta ao passado para a McLaren. E as vítimas os pilotos foram:

New Zealand Denny Hulme Todas, menos Itália
United Kingdom Peter Gethin Todas, menos Áustria, Itália, Canadá e Estados Unidos
United Kingdom Jackie Oliver Alemanha, Áustria e Itália

O ano foi um dos piores. Peter Gethin não somou nenhum ponto e foi para a BRM, onde venceu em Monza. Jackie Oliver fez 3 corridas, sem pontuar em nenhuma. Denny Hulme conseguiu como melhor resultado um 4º lugar em Mônaco e no Canadá e somou todos os 10 pontos da equipe na temporada.

Para 72, Gethin se manteve na BRM, Oliver fez uma corrida pela BRM e Hulme permaneceu no time. Peter Revson(vindo da Tyrrell) e Brian Redman entraram no time. Jody Scheckter fez sua estréia na Fórmula 1 na última corrida do ano.

New Zealand Denny Hulme Todas
United States Peter Revson Todas, menos Mônaco, França e Alemanha
United Kingdom Brian Redman Mônaco, França e Alemanha
South Africa Jody Scheckter Estados Unidos

A temporada de 72 foi melhor. Hulme conquistou uma vitória(África do Sul, a primeira em dois anos) e vários pódios. Revson conquistou vários pódios, tendo como melhor posição de chegada um 2º lugar no Canadá. Redman correu no lugar de Revson em 3 provas, pontuando em duas(5º lugar em Mônaco e na Alemanha).

Para 73, Hulme e Revson se mantiveram no time, Scheckter aumentou suas participações e Jacky Ickx fez uma participação.

New Zealand Denny Hulme Todas
United States Peter Revson Todas, menos França
South Africa Jody Scheckter África do Sul, França, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos
Belgium Jacky Ickx Alemanha

O ano foi mais ou menos para a equipe. Denny Hulme conquistou apenas uma vitória(Suécia), enquanto Revson venceu duas(Inglaterra e Canadá). Scheckter não pontuou e Ickx conquistou um pódio em sua única participação.

Para 74, Revson foi para a Shadow, equipe em que sofreria um acidente fatal. Hulme fez seu último ano na equipe e na Fórmula 1 com o companheiro Emerson Fittipaldi(ex-Lotus). Um terceiro carro foi usado por Mike Hailwood na maior parte da temporada.

5 Brazil Emerson Fittipaldi Todas
6 New Zealand Denny Hulme Todas
33 United Kingdom Mike Hailwood Todas, menos Áustria, Itália, Canadá e Estados Unidos
United Kingdom David Hobbs Áustria e Itália
West Germany Jochen Mass Canadá e Estados Unidos

74 foi o melhor ano da equipe na década. Emerson Fittipaldi não começou bem o ano, mas se recuperou, vencendo 3 provas (Brasil, Bélgica e Canadá) e conquistando o campeonato de 74 de pilotos e equipes. Denny Hulme venceu 1(Argentina), mas teve uma temporada irregular, sem disputar o título. Hailwood não fez um ano bom. teve como melhor resultado um 3º lugar na África do Sul e correu até o GP da Alemanha, quando teve que sair da Fórmula 1 depois de sofrer um acidente. David Hobbs o substituiu primeiro, sem pontuar. Jochen Mass(ex-Surtees) entrou no lugar dele, também sem pontos.

Fittipaldi ficou na equipe para 75. Mass também continuou. Hulme se aposentou e Hobbs nunca mais apareceu na Fórmula 1.

1 Brazil Emerson Fittipaldi Todas
2 West Germany Jochen Mass Todas

O ano foi meio irregular. Fittipaldi venceu duas vezes(Argentina e Inglaterra) e chegou a lutar pelo título, mas perdeu com uma corrida de antecipação. Jochen Mass teve um desempenho abaixo do esperado, venceu apenas uma prova(Espanha) e quase sempre estava pelas últimas posições de pontos ou fora delas.

Para 76, Emerson foi para a Fittipaldi e James Hunt foi importado da Hesketh para o lugar do brasileiro.

11 United Kingdom James Hunt Todas
12 West Germany Jochen Mass Todas

O sucesso de James Hunt na Hesketh, uma equipe pequena foi levado em um bom nível para a McLaren. Hunt conquistou 6 vitórias(Espanha, França, Alemanha, Holanda, Canadá e Estados Unidos) e foi campeão da temporada. Jochen Mass não fez um ano muito bom. O alemão conquistou dois terceiros lugares(África do Sul e Alemanha) e somou poucos pontos na temporada.

Para 77, Mass e Hunt permaneceram no time e Giacomelli fez uma prova isolada na equipe e Gilles Villeneuve fez outra

1 United Kingdom James Hunt Todas
2 West Germany Jochen Mass Todas
14 Italy Bruno Giacomelli Itália
40 Canada Gilles Villeneuve Inglaterra

O ano foi ruim. James Hunt, mesmo vencendo três vezes (Inglaterra, Estados Unidos e Japão), terminou o campeonato em 5º, sem lutar pelo título. Enquanto isso, Jochen Mass fez outro ano em baixa. O mais perto que o alemão chegou de uma vitória, foi quando conquistou um segundo lugar na Suécia. Giacomelli abandonou em sua única corrida, enquanto Gilles Villeneuve foi 11º em sua estréia na Fórmula 1.

Para 78, Villeneuve foi para a Ferrari, Giacomelli fez mais corridas e Jochen Mass foi para a ATS, sendo substituído por Patrick Tambay(ex-Theodore).

7 United Kingdom James Hunt Todas
8 France Patrick Tambay Todas, menos Bélgica
33 Italy Bruno Giacomelli Bélgica, França, Alemanha, Holanda e Itália

Se 77 foi um ano ruim 78 seria pior. Hunt abandonou várias vezes, pontuou em 3 provas, e teve como melhor resultado um terceiro lugar na França. Tambay pontuou em 5 provas, um pouco mais que Hunt, mas sempre andava pelas últimas posições de pontos. No final, a equipe foi oitava no campeonato de construtores. O maior motivo do sofrimento da equipe, era simplesmente o fato de não terem um carro com o famoso efeito solo(O carro-asa).

Para 79, Hunt foi para a Shadow. Ele seria substituído por Ronnie Peterson, mas com a morte do sueco, John Watson(vindo da Brabham) foi chamado para o seu lugar. Giacomelli foi para a Alfa Romeo.

7 United Kingdom John Watson Todas
8 France Patrick Tambay Todas

79 foi um ano pior ainda, pelo menos para Tambay. O francês não conseguiu se qualificar pra duas provas(Bélgica e Mônaco), tendo como melhor resultado final um sétimo lugar na Inglaterra. John Watson foi o único piloto que pontuou durante a temporada. ms quase sempre eram poucos pontos por corrida. A melhor posição conquistada pelo britânico foi um 3º lugar no GP da Argentina. Watson também foi responsável

Em 1980, Tambay foi para a Can-Am e o campeão europeu e francês de Fórmula 3 de 1979, e então estreante, Alain Prost assinou contrato para substituir o compatriota. Watson ficou na equipe.

7 United Kingdom John Watson Todas
8 France Alain Prost Todas, menos Long Beach
United Kingdom Stephen South Long Beach

1980 foi um ano quase semelhante a 1971. Prost conseguiu somar 5 pontos durante a temporada, tendo um 5º lugar no GP do Brasil como melhor posição final. O francês, inclusive, sofreu um acidente durante os treinos para o GP da África do Sul, sendo substituído pelo inglês Stephen South no GP de Long Beach (ele não conseguiu se qualificar). John Watson pontuou duas vezes na temporada(Long Beach e Canadá, ambas com um 4º lugar) e não se qualificou para o GP de Mônaco.

1981 foi o ano que as coisas começara a melhorar para o lado McLareano, mas isso é assunto pra outro post, até mais.

Equipes da Fórmula 1 em 2012: McLaren, primeiros passos

Depois de um tempo meio afastado, chegou a hora de tocar pra frente a Série das equipes da Fórmula 1 de 2012. Agora é a hora de falar sobre a segunda equipe mais velha da Fórmula 1 ainda em atividade, a McLaren.

Logo da McLaren nos primeiros anos

Vamo lá. A Bruce McLaren Motor Racing foi fundada pelo piloto neozelandês Bruce McLaren em 1963. A equipe trabalhava junto com a Cooper, equipe de McLaren na Fórmula 1. Para 64, a equipe passou a disputar a Tasman Series, um antigo campeonato disputado na Austrália e Nova Zelândia. Outros pilotos de Fórmula 1, como Jackie Stewart, Jim Clark, Jack Brabham, …, participavam de algumas provas e as vezes do campeonato inteiro. Bruce foi campeão em 64, primeiro ano da Tasman Series.

Apenas em 66 que McLaren ergueu oficialmente sua equipe para a Fórmula 1. McLaren saiu da Cooper depois da equipe começar a demonstrar uma queda de rendimento. A McLaren estreou na Fórmula 1 no GP de Mônaco. O carro seria impulsionado pelo motor Ford 3 Litros V8, um motor, originalmente, de 4.2 litros utilizado na Indy 500.

McLaren M2B.jpg

Na prova de estreia de seu time, Bruce McLaren classificou em 10º e andou em 6º maior parte da prova, até um vazamento de óleo acabar com sua prova na volta 9. Depois da prova, McLaren deu algumas declarações que deixaram a impressão de uma possível troca de motores. Foi exatamente isso que ocorreu. O motor Ford foi substituído por um Serenissima.

McLaren fez três corridas com o motor Serenissima, só conseguindo largar em uma, na Inglaterra, quando conquistou seu primeiro ponto na Fórmula 1 com sua equipe. O motor Ford voltou nas duas últimas corridas do ano. Na primeira, nos Estados Unidos, McLaren conquistou um 5º lugar, somando dois pontos. Na segunda, no México, O motor dele quebrou na 40ª volta, encerrando a temporada.

Haviam planos para que Chris Amon corresse algumas provas, mas isso não aconteceu por algum motivo(que eu não faço ideia de qual seja).

               

Para 67, McLaren Trocou os motores Ford pelos motores BRM. McLaren começou o ano com o motor BRM 2.0 V8. Era planejado começar com o V12 3.0, mas o cronograma atrasou. Foram apenas duas corridas com o V8. A primeira em Mônaco, segunda prova da temporada. McLaren saiu de décimo e completou em 4º, três voltas atrás do vencedor. Enquanto na prova seguinte, na Holanda, McLaren classificou em 14º e sofreu um acidente na 1ª volta, abandonando a prova.

McLaren passou 4 provas sem correr até que voltou no GP do Canadá com um carro novo, agora equipado com o motor V12 da BRM. O resultado não foi dos melhores. No Canadá, McLaren terminou fora da zona de pontuação, em sétimo. E abandonou as três corridas seguintes, Itália(quebra de motor), Estados Unidos(vazamento de água) e México(pressão do óleo).

New Zealand Denny Hulme Todas
New Zealand Bruce McLaren Todas, menos África do Sul

1968: Aquele ano seria cheio de inovações. Primeiro, pela primeira vez McLaren teria um companheiro em seu time, o campeão de 67, e compatriota, Denny Hulme, que já havia corrido na Can-Am pela equipe. Os motores BRM saíram para a entrada dos Cosworth. Mas McLaren não fez a primeira corrida, enquanto Hulme fez. Ainda com o carro do ano anterior, Hulme completou a prova em 5º. A partir da segunda corrida, na Espanha, o carro novo (da foto) passou a ser utilizado.

De cara, Hulme foi 2º, conquistando o primeiro pódio do time, McLaren abandonou. Na 4ª corrida, na Bélgica, Bruce McLaren conquistou a primeira vitória de seu time na Fórmula 1, numa prova que Denny Hulme abandonou. Naquele ano, Hulme ainda venceria duas vezes(Itália e Canadá), na última, fazendo dobradinha com McLaren. No Final, a McLaren foi vice-campeã de construtores, seria o melhor ano do time na década de 60, além do primeiro ano que a McLaren fez a temporada completa.

New Zealand Denny Hulme Todas
New Zealand Bruce McLaren Todas
United Kingdom Derek Bell Inglaterra

McLaren começou o ano com o carro do ano anterior(o carro novo só apareceu na segunda corrida), enquanto Hulme passou o ano com o carro do ano anterior. Hulme conquistou a única vitória da equipe no ano no México, país da última prova do ano. Derek Bell fez o GP da Inglaterra com o McLaren M9A, um carro de tração nas 4 rodas.

Um tempo depois da prova, que Bell abandonou na 5ª volta(quebra da suspensão), McLaren testou o carro e comprovou ser quase impossível de se dirigir e nunca mais esse carro foi para as pistas.

McLaren M9A

  Ford Cosworth DFV 3.0 V8   New Zealand Bruce McLaren África do Sul, Espanha e Mônaco
New Zealand Denny Hulme Todas, menos Bélgica e Holanda
United Kingdom Peter Gethin Holanda, Alemanha, Áustria, Itália, Canadá, Estados Unidos e México
United States Dan Gurney Holanda, França e Inglaterra
Alfa Romeo T33 3.0 V8 Italy Andrea de Adamich Todas, menos África do Sul, Bélgica e México
Italy Nanni Galli Itália

Naquele ano, o italiano Andrea de Adamich pilotaria em quase todo o campeonato com um McLaren do ano anterior e com um novo equipados com o motor Alfa Romeo, que se mostrou uma verdadeira mistura de merda. Nanni Galli fez apenas o treino do GP da Itália, já que não se qualificou para a prova. Andrea de Adamich fez várias corridas e quase sempre não se qualificava ou terminava fora dos pontos.

Naquele ano, a equipe sofreria seu maior golpe desde sua criação, a morte do fundador Bruce McLaren em um teste de um carro da Can-Am em Goodwood. Enquanto percorria uma das retas da pista, Mclaren teve a parte traseira do carro quebrada, teve uma desestabilização aerodinâmica e bateu em um posto de fiscais. Com a morte de McLaren, Teddy Mayer, que já estava no time, assumiu o controle.

O ano não foi dos melhores. A equipe não venceu nenhuma vez e teve um segundo lugar de Hulme e outro de McLaren(ambos antes da morte de McLaren). Gethin e Gurney apenas somaram um ponto e o trabalho de pontuar recaiu sobre Hulme, que conquistou 3 terceiros lugares(Inglaterra, Alemanha e México) e 27 dos 35 pontos da equipe no ano.

71 seria um ano de “volta ao passado” para a McLaren, mas isso fica pro próximo capítulo. Até lá.

Curiosidades: A época que Fórmula 1 e Fórmula 2 corriam ao mesmo tempo

O assunto de hoje é pouco conhecido. Em alguns anos, durante o GP da Alemanha no antigo Nurburgring carros da Fórmula 2 foram colocados para correr ao mesmo tempo que a Fórmula 1 corria. O Motivo? Aumentar o número de participantes das provas. A Fórmula 1 corria algumas temporadas com um número muito pequeno de inscritos para a prova. Para dar uma ideia da falta de pilotos, naquele fim de semana, apenas 15 carros da Fórmula 1 participaram daquele fim de semana, e olha que nem foi o menor número.

Circuit Nürburgring-1927-Nordschleife.svg

Com a participação de 9 carros de Fórmula 2, o grid aumentou para 24 carros. O “pole” da Fórmula 2 foi Edgar Barth(Porsche), com um 12º lugar no geral. Na prova ele também foi o “vencedor”(já que a prova não valia pontos para a Fórmula 2), uma volta atrás dos pilotos da Fórmula 1, com um 12º lugar.

Para 58, a situação estava ainda pior, eram 13 pilotos na Fórmula 1. Mas a Fórmula 2 subiu em questão de pilotos, tendo 13 inscritos. O pole da Fórmula 2 foi Bruce McLaren(Cooper-Climax) com um 12º lugar. Numa prova cheia de abandonos, característica da época, McLaren venceu na categoria tapa-buraco com um impressionante 5º lugar, esta posição valeria pontos se McLaren já estivesse na Fórmula 1. Ele, Edgar Barth, Ian Burgess, Tony Marsh e Phil Hill foram os primeiros pilotos da Fórmula 2 a terminarem na mesma volta dos pilotos da Fórmula 1.

Depois do GP da Alemanha, três carros de Fórmula 2 que não haviam se inscrito para o GP da Alemanha se inscreveram para o GP do Marrocos. A pole foi de Tom Bridger(Cooper-Climax) com um 22º lugar no geral. A vitória foi de Robert La Caze(Cooper-Climax), com um 14º lugar no geral. Depois disso, os carros Fórmula 1 ficaram um bom tempo sem correr junto com a Fórmula 2.

Isso só voltaria a ocorrer em 1966. Com 11 inscritos na Fórmula 2 e 19 na Fórmula 1, o GP da Alemanha de 66 teve 30 inscritos, com 27 largando. O pole da categoria foi Jacky Ickx(Matra-Ford), 16º no geral. O vencedor foi Jean-Pierre Beltoise(Também de Matra-Ford).

Em 67, foram 7 inscritos da Fórmula 2(uma diminuição significativa) e 17 da Fórmula 1. Jacky Ickx(Matra-Ford) marcou a pole da categoria com um surpreendente 3º lugar, mas por culpa da Rita de uma regra que obrigava todos os carros de Fórmula 2 a largarem atrás dos da Fórmula 1, o belga foi obrigado a largar em 18º. No final da prova, Jackie Oliver(Lotus-Ford) era o melhor dos pilotos da Fórmula 2 com um 5º lugar e, na mesma situação de Bruce McLaren em 1958, não recebeu os pontos da posição por não fazer parte da Fórmula 1.

Em 68, a prova ocorreu apenas com os carros da Fórmula 1. Mas no ano seguinte os Fórmula 2 estavam lá. foram 12 inscritos na Fórmula 2 e 14 na Fórmula 1. O piloto mais bem classificado da Fórmula 2 foi Johnny Servoz-Gavin (Matra-Ford), com um 12º posto. Na prova, o também Matrense(finjam que essa palavra existe) Henri Pescarolo, com um 5º lugar. Essa foi a última vez que as duas categorias correram ao mesmo tempo.

Desses tempos para frente, as diferenças entre as categorias aumentaram e o grid da Fórmula 1 aumentou de tamanho. Hoje, a Fórmula 2 é uma categoria simbólica, na minha opinião menor até do que a Fórmula 3.

E essa foi a curiosidade do dia. Provavelmente no fim de semana ou na semana que vem vai sair o primeiro capítulo da história da McLaren. Até lá.

Forti Corse: Escalada de degrau

Hoje, a história desta série é sobre uma equipe italiana, que no primeiro ano de Fórmula 1(e nos últimos de Fórmula 3000) era praticamente brasileira, a Forti-Corse(Que eu apelidei de Fracoti-Corse), de Guido Forti. A equipe vinha de uma ruim temporada na Fórmula 3000 em 1994, mas já era conhecida na categoria, por disputar vitórias em temporadas anteriores e ter uma sorte com a pista de Enna-Pergusa.

Forti já planejava levar o time para a elite do automobilismo em 91, mas equipes como Coloni e Onyx, que subiram um degrau e um tempo depois faliram(ironicamente, a Forti durou menos que as duas) por falta de dinheiro, serviram de inspiração para Forti permanecer na categoria de acesso, já que ele também não tinha investimento suficiente para ficar lá no topo. Mas no fim de 92, as coisas começaram a mudar. Forti assinou um contrato com Abílio Diniz, pai de Pedro Paulo Diniz e dono da Companhia Brasileira de Distribuição e da rede de supermercados Pão de Açúcar, iniciou uma parceria com o italiano. Diniz levou para a equipe os patrocínios de  Arisco, Duracell, Gillette, Kaiser, Marlboro, Parmalat e Sadia. Em 93, Carlos Gancia, um empresário ítalo-brasileiro, foi apresentado a Guido Forti e se tornou co-proprietário do time. A partir daí, a equipe se tornou oficialmente ítalo-brasileira.

Do fim de 94 para o inicio de 95, a Forti se garantiu como equipe de Fórmula 1 para a temporada seguinte. Este foi apenas o primeiro ano de um contrato planejado para durar três anos com a família Diniz e seus apoiadores. No próximo post, o assunto vai ser a temporada da equipe mais brasileira da Itália com um carro ótimo, de qualidade e dentro de época(deu pra notar a ironia?). Até mais.

Equipes da Fórmula 1 em 2012: Scuderia Ferrari, anos 2000

Para a temporada de 2000, o brasileiro Rubens Barrichello, vindo da Stewart, tornou-se o primeiro brasileiro a pilotar pela Ferrari na Fórmula 1. Schumacher se manteve no time e Irvine, cansado das ordens de equipe, foi para a estreante Jaguar.

3 Germany Michael Schumacher Todas
4 Brazil Rubens Barrichello Todas

A temporada marcou o início do auge da Ferrari, que duraria até 2004. Schumacher venceu 9 vezes na temporada(!!!!!!!!!!!!!!), enquanto Barrichello venceu uma(Alemanha), sendo o primeiro brasileiro a vencer na Fórmula 1 com a Ferrari. Schumacher foi campeão da temporada com uma corrida de antecedência e a Ferrari foi campeã de construtores uma prova depois.

1 Germany Michael Schumacher Todas
2 Brazil Rubens Barrichello Todas

2001: Outra vez foi uma temporada ótima. Schumacher venceu outra vez 9 provas na temporada, conquistou outro título, mesma coisa com a Ferrari, e outra vez o título veio por antecipação. Barrichello não conquistou vitórias.

1 Germany Michael Schumacher Todas
2 Brazil Rubens Barrichello Todas

2002: Aquela temporada foi a 2ª melhor deste auge, já que a de 2004 teria a surpreendente quantidade de…espere pra ver. Schumacher conseguiu a surpreendente marca de 11 vitórias(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), enquanto Barrichello venceu 4 vezes, foi a maior quantidade de vitórias dele numa temporada na categoria. Outra vez, Schumacher e a Ferrari foram campeões antecipados. Um fato que ocorreu naquele ano, foi a famosa ordem de equipe da Ferrari para que Rubens Barrichello permitisse que seu companheiro vencesse a prova.

1 Germany Michael Schumacher Todas
2 Brazil Rubens Barrichello Todas

2003: Dentro do auge, esse foi o pior ano. Schumacher venceu “apenas” 6 vezes e Barrichello duas. Mesmo com a temporada diferente do normal, Schumacher foi campeão junto com a Ferrari outra vez(já tava chato, né?).

1 Germany Michael Schumacher Todas
2 Brazil Rubens Barrichello Todas

2004: Foi a melhor temporada do auge da Ferrari, e também a última. Schumacher venceu, acreditem, 13 vezes na temporada(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) e, adivinhem, o alemão e a Ferrari conquistaram outro título. Barrichello venceu duas vezes.

1 Germany Michael Schumacher Todas
2 Brazil Rubens Barrichello Todas

2005: Depois de 4 anos de glória, a Ferrari sofreu em 2005. A equipe começou o ano com uma atualização do carro do ano anterior. O carro do ano só ficou pronto para a 3ª prova do ano. Mesmo assim, o ano foi ruim, provavelmente por causa da proibição da troca de pneus para aquele ano. A Ferreri venceu apenas com Schumacher no louco GP dos Estados Unidos, quando 6 carros correram. A Ferrari se sentiu como se estivesse em 1991.

2006 seria um ano de renovação. Barrichello foi para a Honda e Felipe Massa, vindo da Sauber, seria o primeiro segundo piloto(?) além de Barrichello a pilotar na equipe desde 2000.

5 Germany Michael Schumacher Todas
6 Brazil Felipe Massa Todas

Schumacher venceu 7 vezes e disputou o título com Fernando Alonso, perdendo para o espanhol. Massa conquistou duas vitórias e passou longe da luta pelo título.

Para 2007, Schumacher se aposentou da função de piloto, mas continuou na equipe para alguma função técnica. Kimi Räikkönen, vindo da McLaren, o substitui. Massa é promovido ao posto de 1º piloto.

5 Brazil Felipe Massa Todas  
6 Finland Kimi Räikkönen Todas

Naquele ano, a Ferrari foi vitima do maior escândalo da temporada, a espionagem da McLaren. Nigel Stepney, um funcionário da equipe na época, passou um dossiê com mais de 700 desenhos extremamente confidenciais do F2007, o carro da temporada para o projetista-chefe da McLaren Mike Coughlan. Dentre os desenhos haviam:

Informações sobre a preparação do carro;

Mapas minuciosos de aerodinâmica e telemetria;

Detalhes de vários testes;

Informações sobre motor, consumo, reabastecimento e pneus;

A equipe inglesa foi desclassificada do campeonato, Stepney foi demitido da Ferrari, a mesma coisa ocorreu com Coughlan, mas na McLaren. Mas tirando isso, a temporada da Ferrari foi boa. Massa venceu 3 vezes(Bahrain, Espanha e Turquia). Räikkönen deu mais sorte e venceu 6 vezes(Austrália, França, Inglaterra, Bélgica, China e Brasil) e foi campeão. A Ferrari também foi campeã naquele ano, se favorecendo da desclassificação da McLaren do campeonato.

Para 2008, Räikkönen é promovido para o posto de primeiro piloto.

1 Finland Kimi Räikkönen
Todas
2 Brazil Felipe Massa
Todas

Pelo 2º ano consecutivo, o desempenho do 2º piloto foi melhor que o do primeiro. Massa venceu 6 vezes(Bahrain, Turquia, França, Europa, Bélgica e Brasil) e beliscou o título mundial, perdendo para Lewis Hamilton por um ponto. Räikkönen venceu duas provas(Malásia e Espanha). A Ferrari conquistou o título de construtores da temporada.

Para 2009, outra vez ocorreu a inversão, mas a Ferrari sofreria um desfalque na temporada.

3 Brazil Felipe Massa
Todas, até a Hungria
Italy Luca Badoer
Europa e Bélgica
Italy Giancarlo Fisichella
Itália, Singapura, Japão, Brasil e Abu Dhabi
4 Finland Kimi Räikkönen
Todas

Naquela temporada, Felipe Massa sofreu o acidente mais grave de sua carreira. Ele levou um golpe na cabeça de uma mola do carro de Rubens Barrichello e ficou um tempo inconsciente. Pela gravidade do acidente, ele ficou de fora do restante da temporada. Luca Badoer, piloto reserva, foi o primeiro substituto de Massa, com um desempenho ruim(que, inclusive, rendeu um post aqui no blog para ele). O substituto seguinte foi Giancarlo Fisichella, vindo da Force India, também sem um desempenho muito forte.

Tirando isso, a temporada foi muito ruim. Os dois pilotos não pontuaram até o GP do Bahrain, quando Räikkönen conquistou um 6º lugar. A equipe venceu apenas uma vez no ano, com Räikkönen na Bélgica. A equipe passou muito tempo longe dos pontos e lutando pelas últimas posições de pontos, as vezes até fora deles. A Ferrari fechou o ano num 4º lugar.

Para 2010, Fisichella e Badoer se mantiveram na função de pilotos reserva. Räikkönen foi tentar a vida no WRC. Felipe Massa voltou para a equipe como primeiro piloto e para ser seu companheiro, Fernando Alonso, vindo da Renault, assumiu a vaga de Räikkönen.

7 Brazil Felipe Massa
Todas
8 Spain Fernando Alonso Todas

O ano foi bom. Alonso venceu 5 vezes na temporada, Massa não venceu nenhuma. Naquele ano, Massa quase venceu uma prova no ano(Alemanha), mas outra vez a Ferrari meteu uma ordem de equipe no meio do caminho e Massa teve que abrir caminho para Alonso vencer. Alonso disputou o título daquele ano com Mark Webber, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, perdendo para este último.

Para 2011, Massa e Alonso inverteram as posições na equipe.

5 Spain Fernando Alonso
Todas

6 Brazil Felipe Massa
Todas

O ano foi meio ofuscado por McLaren e Red Bull(a dominante do ano). Alonso venceu apenas uma vez no ano(Inglaterra), enquanto Massa sequer foi ao pódio.

Para este ano, mesmos pilotos.

 

5 Spain Fernando Alonso
Todas

6 Brazil Felipe Massa
Todas

O ano vai muito bem, para Alonso pelo menos. Massa começou o ano disputando posições com Sauber e Toro Rosso, mas agora já está em um nível quase normal. Alonso lidera com folga o campeonato atual, com 3 vitórias(Malásia, Europa e Alemanha). Voltando a falar de Massa, ele é um dos pilotos mais especulados da temporada, para sair da equipe. Quase todo o grid é especulado para o lugar de Massa, mas pelo visto ele vai se manter na equipe.

E essa foi a história da equipe mais tradicional da Fórmula 1. Quem quiser ler os outros capítulos, eles estão aqui:

Capítulo 1: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/06/25/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-o-comeco/

Capítulo 2: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/07/08/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-altos-e-baixas/

Capítulo 3: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/07/16/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-anos-60/

Capítulo 4: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/07/30/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-anos-70/

Capítulo 5: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/08/06/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-greve-de-titulos/

Capítulo 6: https://aparicioformula.wordpress.com/2012/08/11/equipes-da-formula-1-em-2012-scuderia-ferrari-anos-90/

E, é isso. A próxima equipe que estrelará essa série é a também forte equipe McLaren. Até mais.

Prost GP: Ferrou!

Como já deu pra notar, FUDEU pro Alain Prost.

Depois de umas surpresas em 99, Trulli foi para a Jordan e Panis se tornou piloto reserva da McLaren. Jean Alesi, ex-companheiro de Ferrari de Prost e vindo da Sauber, e Nick Heidfeld campeão de 99 da Fórmula 3000, entraram para a equipe. Mal os dois sabiam que seriam pilotos da pior temporada da equipe.

O motor Peugeot, que já era péssimo de nascença, presenteou Prost com o pior início de milênio que ele poderia imaginar. Nada menos que 53 motores Peugeot(!!!!!!!!!!!!!!!!!!) foram usados no ano. A equipe mal conseguia terminar uma prova. Chegaram ao ponto de passarem 4 provas seguidas sem ver a bandeira quadriculada. Para completar, Nem Alesi, nem Heidfeld conquistaram um ponto sequer a temporada toda. Inclusive, depois do GP da França, alguns empregados da Prost ameaçaram entrar em greve por causa da confiabilidade abaixo de zero do motor.

Para alegria(ou agonia) de Prost, no fim do ano, a Peugeot estava de saída da Fórmula 1 e vendeu suas ações na Fórmula 1 para a pior que péssima Asiatech, claro que Prost não ficou com os Merdatech. Agora Prost se via numa situação pior que a de seus anos de piloto. Depois de uma péssima temporada em 2000, Prost perdeu vários patrocinadores(Gauloises, Yahoo, PlayStation,…), coisa que nunca tinha faltado pra ele, e fez poucos testes pré-temporada.

Outra situação foi a substituição do motor. Mercedes-Bens e Supertec(Renault B) já rejeitaram a equipe. Mas depois de vários nãos,  a Ferrari forneceu um motor para Prost fazer a temporada. Mas talvez ainda irritada com as palavras de Prost sobre o carro da equipe de 91(quando ele falou que o carro parecia um caminhão), a Ferrari fez o favor de fornecer para ele o motor do ano anterior e, pela falta de dinheiro, o francês não pode melhorar o motor. O motor recebeu o nome de Acer, uma empresa taiwanesa de computação, ou seja, a Acer nada tinha a ver com produção de motores. Outra mudança foram os pneus, que de Bridgestone mudaram para Michelin.

Gaston Mazzacane

Para pilotar o carro, Jean Alesi permaneceu no time e, com a ida de Heidfeld para a Sauber, o ex-Minardi Gaston Mazzacane assumiu a posição em troca do patrocínio da rede de TV argentina PSN. Mas o patrocínio não salvou Mazzacane de uma demissão por lentidão crônica. Para seu lugar, veio o brasileiro  e meio PSN e que estava na Jaguar Luciano Burti. Burti não era tão bom, mas conseguia ser melhor que Mazzacane.

Luciano Burti

Mas quem mandava mesmo na equipe em questão de pilotagem era o Alesi. O francês conquistou os 4 pontos da equipe no ano, um em Mônaco, dois em Montreal e o último na Alemanha. Alesi saiu da equipe depois do GP da Alemanha e foi para a Jordan, depois de desavenças com Prost. Para o lugar dele, o recém demitido da Jordan Heinz-Harald Frentzen foi contratado, sem conseguir fazer muita coisa.

No GP da Bélgica, Prost sofreu um desfalque. Luciano Burti sofreu um acidente forte(que é lembrado toda hora nas transmissões da Fórmula 1) com Eddie Irvine e não teve sequelas, mas se afastou da Fórmula 1 para sempre. Para o lugar dele Tomas dopado Enge, da Fórmula 3000, pilotou as 3 últimas provas da temporada.

Tomas Enge

O ano até que foi bom, mas no fim, Prost se viu sem dinheiro suficiente para manter sua equipe. No começo do ano de 2002, quase no inicio da temporada, Prost declarou a falência de sua equipe. O grupo Phoenix planejava usar o espólio da equipe Prost junto com o também espólio da Arrows, para disputar a temporada de 2003. Mas a entrada da equipe foi reprovada pela FIA e o projeto ficou pelo caminho.

E esse foi o fim da equipe de Alain Prost. Daqui a não muito tempo, sai o penúltimo episódio da série da Ferrari. Até mais.

Equipes da Fórmula 1 em 2012: Scuderia Ferrari, Anos 90

Depois de sofrer com o câmbio em 89, 90 seria um ano quase perfeito para a Ferrari. A Ferrari contratou o campeão da temporada anterior, Alain Prost, que estava na McLaren, para o lugar de Gerhard Berger, que foi para a mesma McLaren.

1 France Alain Prost Todas
2 United Kingdom Nigel Mansell Todas

Naquele ano, a Ferrari inovou novamente, apresentando o primeiro carro da categoria com 7 marchas. Dessa vez, a equipe conseguiu domar o câmbio e Prost conquistou 5 vitórias(Brasil, México, França, Inglaterra e Espanha) e disputou o título de 90 com Senna, mas perdeu depois de uma batida com ele em Suzuka. Mansell venceu uma vez(Portugal), e correu por fora da disputa pelo título.

Para 91, Mansell voltou para a Williams e Jean Alesi, a revelação de 90 que estava na Tyrrell, estreou na equipe.

27 France Alain Prost Todas, menos Austrália
Italy Gianni Morbidelli Austrália
28 France Jean Alesi Todas

A temporada da Ferrari foi ofuscada por McLaren e Williams, que lutaram pelo título o ano inteiro, além de não ter um carro muito bom, que Prost, inclusive, comparou com um caminhão. Essa comparação, inclusive, que provocou a demissão do francês da equipe. A Ferrari não conquistou nenhuma vitória na temporada, e esse jejum estava apenas começando.

Para 92, Ivan Capelli veio da Leyton House para o lugar de Prost. Alesi foi promovido ao posto de 1º piloto. Gianni Morbidelli foi para a Minardi.

27 France Jean Alesi All  
28 Italy Ivan Capelli Todas, menos Japão e Austrália
Italy Nicola Larini Japão e Austrália

A temporada foi de mal a pior. A equipe nunca disputou vitórias na temporada e sempre correu por fora da luta do título. Naquele ano, de 32 largadas dadas pelos 2 carros(16 cada), 20 abandonos ocorreram. A melhor posição de chegada foi de Jean Alesi na Espanha e no Canadá, quando foi 3º. Capelli somou apenas 3 pontos e sequer visitou o pódio. Para as duas últimas provas da temporada, Ivan Capelli foi substituído por Nicola Larini, que conseguiu ser pior que o compatriota.

Para 93, Larini voltou ao posto de piloto reserva. Capelli foi para a Jordan e Gerhard Berger retornou para a equipe.

27 France Jean Alesi Todas
28 AustriaGerhard Berger Todas

A temporada foi um pouco melhor com relação a anterior. Alesi e Berger tentavam e tentavam, mas quase sempre estavam fora da zona de pontos. Mesmo assim, a Ferrari somou mais pontos, inclusive com direito a um segundo lugar de Jean Alesi em Monza. A Ferrari completou na mesma 4ª posição do ano anterior, com 7 pontos a mais do que na temporada anterior.

Para 94, Alesi e Berger se mantiveram no time.

27 France Jean Alesi Todas, menos Pacífico e Imola  
Italy Nicola Larini Pacífico e Imola
28 Austria Gerhard Berger Todas

A temporada foi muito melhor em comparação com 91, 92 e 93. A Ferrari conquistou duas poles(Pela 1ª vez desde 1990) e uma vitória(Alemanha), a primeira do time desde 1990. Nicola Larini correu os GPs do Pacífico e de San Marino, em substituição a Jean Alesi, que se machucou depois do GP do Brasil. Larini conquistou uma 2ª posição no fatídico GP de San Marino, seu melhor resultado na Fórmula 1. No final do ano, a Ferrari estava em 3º lugar.

Para 95, Alesi e Berger se mantiveram na equipe mais um ano.

27 France Jean Alesi Todas
28 AustriaGerhard Berger Todas

A temporada foi muito melhor que as últimas. Alesi conquistou sua única vitória da carreira naquela temporada(No Canadá). A equipe tornou-se presença rotineira nos pódios e completou a temporada em 3º. Para 96, Alesi e Berger foram para a Benetton. Michael Schumacher, campeão da temporada anterior e que estava na Benetton, e Eddie Irvine, vindo da Jordan, entraram na equipe.

A Ferrari, inclusive, mudou o motor de V12 para V10.

1 GermanyMichael Schumacher Todas  
2 United Kingdom Eddie Irvine Todas

A temporada da Ferrari foi de mal a melhor. Schumacher conquistou 3 vitórias na temporada(Espanha, Bélgica e Itália), enquanto Irvine não conquistou nenhuma. Schumacher fechou o campeonato em 3º, mas o alemão chegou a disputar a ponta do campeonato. No fim da temporada, a Ferrari fechou em 2º lugar.

Para 97, mesmos pilotos.

5 GermanyMichael Schumacher Todas
6 United Kingdom Eddie Irvine Todas

A temporada foi quase igual a de 96, só um pouco melhor. Irvine outra vez conseguiu tudo, menos uma vitória. Schumacher, por outro lado, venceu 5 vezes(Mônaco, Canadá, França, Bélgica e Japão) e só perdeu o título depois de jogar o carro em cima de Jacques Villeneuve, que foi o campeão, na corrida decisiva do campeonato, se auto-desclassificando.

Para 98, a situação foi a mesma

3 Germany Michael Schumacher Todas
4 United Kingdom Eddie Irvine Todas

Schumacher venceu 6 vezes no ano(Argentina, Canadá, França, Inglaterra, Hungria e Itália) e foi vice-campeão. Irvine passou outro ano segurando vela para Schumacher.

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Para 99, Schumacher e Irvine permaneceram na equipe e Mika Salo, que havia feito algumas provas naquele ano pela BAR, fez algumas provas no lugar de Schumacher que…

3 Germany Michael Schumacher Todas, menos Áustria, Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália e Europa  
Finland Mika Salo As que o Schumacher não correu
4 United Kingdom Eddie Irvine Todas

…estava com as pernas quebradas depois de um acidente em Silverstone(Resumindo: Ele ficou sem freios e bateu com muita força). Naquele ano, Irvine começou a parar de segurar vela para Schumacher e partiu pra briga pelo campeonato. Irvine venceu quatro vezes(Austrália, Áustria, Alemanha e Malásia) e disputou o título com Mika Hakkinen até a última prova, perdendo para o mesmo. Dessa vez foi Salo que segurou vela pro  Irvine. Salo pontuou em duas provas e só não venceu por causa de uma ordem de equipe para Irvine vencer ele.

Foto do acidente de Schumacher

Para 2000, pela primeira vez, um brasileiro correria pela Ferrari. Quem foi? No próximo post você vai saber. Até lá.

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